Paisagem importa,
não apenas como património,
mas como raiz e pertença,
identidade do lugar gravada no tempo.
É memória que se entrelaça ao espaço,
um sussurro antigo que o vento transporta,
um diálogo entre o ontem e o agora,
entre o que fomos e o que seremos.
Cada linha da terra conta uma história,
toda a pedra, um testemunho,
cada caminho, uma prova do destino
e nalgum olhar que a contempla
nasce a responsabilidade do cidadão
diante da comunidade e do território.
Paisagem é espelho e legado,
território vivo onde habitam gestos,
onde o individuo se torna guardião
da sua própria história.