Partir é deixar rastos na terra,
ecos de passos que o vento apaga,
um adeus suspenso na porta entreaberta,
uma linhagem que se esvai na distância.
O pais reduz em aldeias despejadas,
casas fechadas sem prazo,
rostos que envelhecem a sós,
esperam cartas mal chegadas.
Lá longe, a vida reprincipia,
entre línguas desconhecidas,
ruas de distintas pigmentações,
tingem esperanças dum futuro melhor.
Odesenraizamento pesa no peito,feito de memórias que resistem,laços que o oceano não corta,um país que lamenta a ser deixado.